Tratamentos Orgânicos

TRATAMENTOS PARA IMPOTÊNCIA

A impotência pode ser causada por uma combinação de fatores, de origem física, psicológica ou de ambos. Usualmente o problema físico começa primeiro e gradualmente piora. Secundariamente o medo e ansiedade aparecem tornando o sexo uma experiência problemática.

Muitas pessoas com diabete podem perceber isto. Um problema físico leve pode levar a uma impotência psicológica que tem um efeito muito maior. Um médico não especializado pode ver o problema de impotência como sendo inteiramente psicológica - um diagnóstico errado - e falham no tratamento da causa física primária. Um especialista treinado será capaz de detectar o problema real.

Como existe um número grande de fatores envolvidos, a combinação de tratamentos varia para cada indivíduo, porém normalmente inclui um aconselhamento para ajudar o paciente a perceber que o problema físico causou o problema de impotência primeiro e este pode ser tratado.

É importante entender que não existe uma causa comum para todos os casos. Por esta razão é melhor ver a impotência como um problema médico, como qualquer outro, e realizar um profundo e apropriado estudo diagnóstico da causa(s). Uma vez feito o diagnóstico, o tratamento é normalmente simples e oferece uma completa restauração da função normal.

Existe um número de tratamentos que, uma vez estabelecida a causa da impotência, podem ser empregados. Alguns destes tratamentos são mais efetivos do que outros.

TRATAMENTOS PARA IMPOTÊNCIA FÍSICA

1) Auto-injeção de drogas:

Certas drogas, quando injetadas no pênis, ajudam a relaxar os vasos sangüíneos permitindo um maior fluxo de sangue para o pênis causando o enchimento do mesmo. Elas podem ser injetadas pelo próprio indivíduo antes do sexo, e a restauração das ereções normais pode acontecer, com uma alta taxa de sucesso.

Entre essas drogas podemos citar a Papaverina, Prostaglandina, Histamina, Fentolamina, e a Apomorfina.

Podem ser utilizadas isoladamente ou em conjunto, porém sempre sob orientação médica. Seu efeito é de indução da ereção e sua aplicação deve ser feita poucos minutos antes da relação sexual.

Suas desvantagens são a via de aplicação (injetável), dor local, possibilidade de formação de fibrose local, e Priapismo (ereção prolongada e dolorosa)

2) Programa de Reposição Hormonal:

Este tratamento é usualmente indicado se os níveis hormonais estão deficientes.

O principal objetivo é de restaurar os níveis hormonais através de estimulação central da glândula Hipófise, com liberação dos hormônios estimulantes da produção da Testosterona pelos Testículos, ou pela reposição da Testosterona com medicações.

Para a estimulação central são utilizados os antiestrogênicos e para a reposição da Testosterona os preparados de Testosterona com administração oral, bucal, transdérmica, subcutânea ou injetável.

São preferíveis as medicações com baixa dosagem para evitar o excesso de Testosterona circulante a qual vai se transformar em Dihidrotestosterona e atuar na Próstata.

São veementemente proibidas em pacientes com câncer de próstata, aumento da próstata ou em indivíduos normais

3) Medicações Orais:

A primeira medicação oral não hormonal para potencialização da ereção entrou no mercado em maio de 1998. Seu nome químico é Citrato de Sildenafil e seu nome comercial é Viagra.

Está indicada nos casos de fator psicológico, fator vascular leve, ou como coadjuvante após cirurgias vasculares penianas.

É um potencializador da ereção por isso está indicado em pacientes com libido normal e que tenham inicio de ereções.

É contra-indicado em pessoas com problemas cardíacos ou em uso de substâncias derivadas dos nitritos ou nitratos, em diabéticos, e em pessoas alérgicas ao medicamento.

Drogas como:

a) nitratos e derivados: Sustrate, Monocordil, Isordil, Nitradisc, Nitroderm, Isocord, Cincordil, Monocordil, Isossorbida, Tridil ;
b) Anti-ulcerosos: Tagamet;
c) antibióticos: Eritromicina; e
d) antifúngicos: Cetoconazol; não devem ser utilizadas em combinação com o Viagra.

Seus efeitos colaterais são mínimos (dor de cabeça, dispepsia, congestionamento nasal) e seu uso deve ser feito sempre sob orientação médica.

4) Cirurgia:

Cirurgias arteriais, para aumentar o suprimento sangüíneo do pênis foram propostas porém seus resultados deixaram a desejar.

Cirurgias venosas para diminuir a drenagem venosa estão indicadas nos casos de fuga venosa específica, com altos índices de sucesso, principalmente quando combinadas com cirurgias venosas escrotais para reparo das varizes testiculares (Varicocele).

5) Retirada das drogas e reposição:

Em alguns casos as drogas causadoras de impotência podem ser substituídas por outras que não causem problemas.
Para isso é preciso que o clínico geral ou cardiologista do paciente mantenha contato com o especialista a fim de decidirem qual a melhor estratégia de tratamento.

6) Redução do consumo de álcool e/ou fumo:

A redução do uso destas substâncias, auxilia no tratamento.

7) Vacuoterapia:

Um tubo cilíndrico é colocado no pênis e, por meio de uma bomba manual de sucção, o pênis atinge a ereção. Essa ereção é mantida, colocando-se um anel de borracha na base do pênis, para represar o sangue que foi levado ao pênis pela aspiração. Não existem provas de que este tipo de tratamento seja efetivo, uma vez que o fluxo de sangue é grandemente reduzido com este método, e existe a possibilidade de causar lesões no corpo do pênis pela sucção e pelo represamento do sangue.

8) Implantes penianos (Próteses):

O implante de um bastão maleável ou inflável nos corpos cavernosos do pênis sustenta a ereção. Vários tipos de próteses estão disponíveis para uso.

Entre as mais utilizadas estão os modelos de Jonas-Silver (um bastão de Silicone com um fio de Prata trançado em seu interior) e as prótese infláveis de 3, 2 ou 1 compartimento.

Este tratamento tende a ser usado somente como último recurso e pode ser eventualmente evitado.

Estão indicadas nos casos de lesão espinhal, nos casos de obstrução arterial, nos casos de diabete com lesões nervosas, em pacientes em que os outros tratamentos falharam e em pacientes idosos (>65 anos).

A cirurgia demora entre 30 e 90 minutos dependendo do tipo de prótese, e a movimentação das próteses é feita através da manipulação ou bombeamento dos seus reservatórios.

 

 

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