Tratamento Imunológico (5)

5) Ofatorantínúcleo (FAN)

Existe uma maior prevalência de FAN em pacientes com Artrite Reumatóide (AR) quando comparadas com nulíparas e controles pareados por idade. Não se sabe ao certo o que leva à produção deste tipo de anticorpo auto-reativo, mas parece existir uma suscetibilidade genética ligada ao HLA. A doença classicamente ligada à presença do FAN é o lúpus eritematoso sistémico (LÊS), que leva a taxas mais altas de abortamentos, que chegam a 50% em pacientes com doença ativa. Embora a maioria das pacientes com AR não preencha os critérios do American College of Rheumathology para LÊS, muitas delas podem apresentar tendências lúpicas.
Em pacientes com FAN positivo, a ativação policlonal de linfócitos B parece ser mais comum. Embora não seja conhecido o mecanismo exato pelo qual a presença de FAN se correlacione com abortamento, estudos anatomo¬patológicos da placenta revelam alterações inflamatórias teciduais e vasculite.

Qualquer que seja o mecanismo fisiopatológico envolvido, a detecção dos anticorpos antinucleares reflete uma atividade auto-imune, que pode trazer sérias consequências ao equilíbrio imunológico fundamental para uma gestação bem sucedida.

Tratamento com prednisona é recomendado para tais casos, com o intuito de suprimir a atividade inflamatória e estabilizar membranas celulares (Kwak et ai., 1992). A prednisona não atravessa facilmente a barreira placentária em decorrência de sua ligação com a albumina plasmáti-ca. Além disso, a placenta contém a enzima beta2-desi-drogenase, que metaboliza o hormônio. Quando indicada, a prednisona deve ser iniciada antes da concepção, sendo relatadas taxas de sucesso de até 85%

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