PESA / MESA / TESA / MICROTESE (1)

1) Infertilidade: Fator Masculino

O fator masculino é responsável por cerca de 40% dos casos de infertilidade. A principal causa é a chamada Varicocele que consiste na presença de varizes nos Testículos.

Existem várias outras causas orgânicas que podem levar ao mau funcionamento dos testículos. Porém; de um modo geral, podemos dividir as causas em secretoras (deficiência na produção dos espermatozóides) ou excretora (quando ocorre algum problema no transporte dos mesmos até saírem na ejaculação.

O exame de Espermograma avalia a contagem (concentração), motilidade (movimentação), morfologia (formato) e vitalidade (quantidade de vivos).

Quando existe baixa quantidade de espermatozóides no ejaculado é chamado de oligospermia, caso a deficiência seja de motilidade denomina-se astenospermia e se for de morfologia caracteriza-se a teratospermia. Estas deficiências podem ocorrer em conjunto, originando assim a oligoastenoteratospermia. Quando não existem espermatozóides no ejaculado chamamos de azoospermia, e esta também pode ser por ausência de produção (secretora) ou por interrupção no transporte (excretora).

Padrão da Organização Mundial da Saúde (OMS):

Concentração de espermatozóides por mililitro > 15x106/ml
Motilidade 25% grau A
  50% A+B
Vitalidade > 65%
Morfologia > 50% (OMS)
  > 14% (Kruger)



Para fins do tratamento, solicitamos a coleta dos espermatozóides que vão ser utilizados para a fecundação. Quando o paciente apresenta espermatozóides no ejaculado, a coleta normalmente é feita por masturbação.

Para o procedimento da coleta solicitamos ao paciente que respeite a abstinência de no mínimo 48h. A coleta deve ser feita de preferência na clínica, porém em casos especiais o paciente pode colher fora e trazer o material imediatamente. Nunca deve ser utilizado preservativo normal, pois o mesmo contém um agente que mata os espermatozóides (espermicida).

Quando o paciente não apresenta espermatozóides no ejaculado a coleta é feita diretamente dos Testículos ou de um órgão que fica ao lado do Testículo chamado de Epidídimo.

As técnicas de coleta incluem a Aspiração Percutânea de Espermatozóides dos Epidídimos (PESA), Aspiração Microcirurgica de Espermatozóides dos Epidídimos (MESA), Aspiração de Espermatozóides dos Testículos (TESA), e Micro-Extração de Espermatozóides dos Testículos (Microtese).

Na PESA, o paciente recebe anestesia local e a punção é feita com seringa de insulina nos locais onde pode haver concentração de espermatozóides.

No caso da Microtese é feita uma micro cirurgia no Testículo, sob sedação e com auxílio de um microscópio cirúrgico.

Tanto as amostras coletadas por masturbação como as coletadas pelas técnicas acima citadas podem ser armazenadas por meio de congelamento para uso posterior, desde que tenham um mínimo de condições para isso.




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