56) Tensão Pré-Menstrual (TPM)

Há milhares de anos as mulheres convivem com os sintomas decorrentes do período pré-menstrual. Até recentemente, pouco se sabia sobre a origem desses sintomas e suas ações no organismo feminino. Existem relatos históricos que contam que na corte do rei Luís XIV, na França, as mulheres que cuidavam dos jardins do palácio de Versalhes, eram proibidas de manipular as flores do jardim durante o período menstrual, uma vez que poderiam causar danos as flores.
           
A esses sintomas que ocorrem no período pré-menstrual, e que incluem irritação, dor nas mamas, calorões, dores nas pernas, inchaço abdominal, cefaléia, cólicas, etc, foi dado o nome de Síndrome de Tensão Pré-Menstrual (TPM).
           
Ela afeta cerca de 30 a 50% da população feminina, e é causada por distúrbios hormonais, que levam a retenção hídrica e aos distúrbios descritos.
           
Até recentemente estes sintomas não eram considerados como doença porém depois de descobertas nesse campo, e principalmente quanto a gravidade do problema, essa síndrome passou a ser considerada doença. Casos como o de uma senhora inglesa que matou o marido durante a TPM e foi absolvida, justamente por estar fora de si em decorrência da TPM, passaram a ser vistos de outra maneira. Este caso exemplifica o grau de distúrbio que essa patologia pode acarretar a paciente.
           
A TPM deve ser diagnosticada corretamente através do histórico da paciente, do exame físico e da avaliação hormonal.
           
No caso das cólicas, boa parcela dos casos pode ser resolvida com a dilatação do colo do útero, procedimento rápido, feito no consultório.
           
Para os sintomas em geral recomenda-se a paciente exercícios leves, alimentação moderada, e técnicas de relaxamento.
           
Nos casos mais graves ou mais intensos, as pacientes podem utilizar anti-depressivos, associados a analgésicos e diuréticos. Os diuréticos eliminam líquido restaurando o equilíbrio hídrico. Os antidepressivos atuam diminuindo a ansiedade do quadro evitando distúrbios maiores e os analgésicos atuam localmente evitando a dor gerada pelas cólicas uterinas.
           
Todo esse tratamento deve ser supervisionado por um especialista para que as providências necessárias sejam tomadas, dependendo de cada caso.

 

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