53) O sonho de ser mamãe

Ainda nos dias hoje cerca de 10 milhões de mulheres e 15 milhões de casais têm problemas para engravidar

        
Infelizmente muitas mulheres ainda não vão poder comemorar o Dia das Mães no próximo mês de maio. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) 20% dos casais têm ou terão problemas de fertilidade e, só no Brasil, estima-se que esse número seja de aproximadamente 15 milhões de casais. Ou seja, 1 em cada 15 mulheres com idade entre 20 e 30 anos têm dificuldade de engravidar. Na faixa dos 30 e 40 anos, estes números sobem para 1 em cada 8 mulheres e depois dos 40 anos, 1 em cada 4 casais não conseguem ter filhos sem a ajuda de tratamentos ou técnicas de reprodução assistida (TRA).
        
O ginecologista, andrologista e diretor da Clínica Fértilis de Medicina Reprodutiva Dr. Lister de Lima Salgueiro, afirma que entre as causas da infertilidade feminina estão os fatores tubáreos – comprometimento das trompas –, em 70% dos casos provocados por laqueaduras, doenças sexualmente transmissíveis e suas seqüelas, curetagens, tuberculose etc., mas existem também problemas hormonais e ovulatórios, a Endometriose e outros fatores menos comuns. Já entre as causas masculinas, a mais comum é a Varicocele, que são veias dilatadas na região escrotal, que causam diminuição na produção e qualidade dos espermatozóides. Outros fatores podem ser de origem hormonal, infecciosa e imunológica.

A incidência de laqueaduras no Brasil atinge números impressionantes e, segundo o IBGE, 30% das mulheres brasileiras são laqueadas. “Em uma minoria isso impede uma nova gravidez no próprio casamento, e na maioria dos casos, impede a gravidez num segundo matrimônio”, diz o médico. E completa “pelo menos um terço dos casais atendidos em nossa clínica nos procuram porque se casaram novamente após terem feito laqueadura ou vasectomia no primeiro casamento”.

Em alguns casos e, dependendo das características locais, pode se tentar fazer a recanalização cirúrgica das trompas ou fazer o tratamento com técnicas de Reprodução Assistida. Dr. Lister explica que a recanalização é feita através de uma técnica chamada Videolaparoscopia e está indicada em casos de laqueadura recente, em pacientes jovens e com condições cirúrgicas adequadas. “Nos casos de laqueadura a longo tempo ou em pacientes com idade acima de 35 anos e sem condições cirúrgicas adequadas é indicado o tratamento com a Fertilização In Vitro", afirma.

Outro importante fator de infertilidade feminina é causado pelas seqüelas das infecções. As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são responsáveis pela maioria dos problemas e podem incluir obstruções e/ou aderências das trompas, aderências uterinas e mesmo as infecções vaginais podem ser causas de infertilidade. A Endometriose é considerada a doença feminina dos anos 90 e consiste no implante do tecido que reveste o útero – endométrio – fora de seu lugar de origem. Esse tecido se desenvolve e leva a aderências, fibroses e dores. Seu diagnóstico é difícil e inclui tratamento clínico e/ou cirúrgico nas pacientes que não querem engravidar e o tratamento com Reprodução Assistida nos casos de infertilidade.

Em 1978, quando nasceu Louise Brown a primeira criança gerada com a técnica de Fertilização In Vitro, as chances de gravidez com a técnica eram baixíssimas (5% por ciclo de tratamento) e com a evolução da técnica nesses 24 anos chegamos a resultados de até 50% de chance por tratamento.

Problemas detectados mais precocemente têm maior chance de serem resolvidos, mas mesmo nos casos mais complicados a grande maioria dos problemas tem condições de serem resolvidos com os modernos tratamentos para infertilidade.

Algumas perguntas e respostas sobre infertilidade:

1. Quando um casal é considerado infértil?
R. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define como infértil o casal que não consegue obter a gravidez, depois de um ano sem usar métodos anticoncepcionais e com ritmo sexual de no mínimo 3 a 4 relações sexuais por mês. Um casal absolutamente normal tem uma chance de 18% por ciclo de conseguir a gravidez, e essa chance acumulada ao final de um ano chega a 92%. Por isso a definição de infertilidade se refere a pelo menos um ano sem gravidez.

2. Que problemas psicológicos a infertilidade pode acarretar?
R. A infertilidade se caracteriza por ser uma montanha russa emocional. As cobranças da sociedade, da família, dos amigos e mesmo entre o casal podem desestruturar o relacionamento. Os pacientes se sentem rebaixados e impotentes perante o assunto por não conseguirem ter filhos esquecendo-se que a causa não depende deles e sim de um problema orgânico. Alguns casais necessitam de apoio psicológico durante o tratamento.

3. Quais os tratamentos disponíveis?
R. Existem vários tratamentos para infertilidade, cada um indicado especificamente para cada caso. Ao grupo de tratamentos é dado o nome de Técnicas de Reprodução Assistida (TRA). O mais simples é o Coito Programado onde a paciente tem seus ovários estimulados para ter mais óvulos e mantém relações sexuais no período fértil determinado pelo médico.
Também podemos colocar o sêmen do marido preparado no laboratório, no mesmo período fértil do sistema anterior caracterizando a Inseminação Artificial com o Sêmen do marido (AIH). Quando o marido não produz espermatozóides pode se usar o sêmen de um Banco de sêmen e a inseminação passa a se chamar Inseminação Artificial com Sêmen de Doador (AID).
Na Fertilização In Vitro conhecida como Bebê de Proveta, estimulamos a ovulação da paciente para aumentar as chances com mais óvulos a disposição. Esses óvulos são coletados através de ultra-som e levados ao laboratório onde permanecem na estufa que simula o ambiente que eles teriam no interior do corpo. Os espermatozóides depois de separados e ativados são colocados junto dos óvulos e no dia seguinte se formam os embriões. No terceiro dia os embriões já com 8 células são transferidos ao útero. Nos casos onde existem poucos espermatozóides, podemos injetá-los diretamente nos óvulos através da técnica de Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI). Existem também outras técnicas auxiliares que podem ser utilizadas em conjunto com a Fertilização In Vitro como o Assisted Hatching, Transferência de Citoplasma, Injeção de Espermátide e outras.

4. Quais são os resultados dessas técnicas e porque ocorrem tantos gêmeos?
R. Tanto o coito programado como a inseminação tem resultados similares em torno de 11 a 24% de chance de gravidez por tentativa e não se deve tentar mais do que 3 vezes, sendo interessante partir para um tratamento mais eficaz.
Na Fertilização In Vitro a chance de sucesso em média é de 25% por tentativa, mas dependendo do caso pode chegar a 50%. Nós temos aqui em nossa clínica a média de 37% por tentativa e já nasceram 63 crianças. São colocados até quatro embriões no estágio de 8 células (terceiro dia) ou dois embriões no estágio de Blastocisto (quinto dia). As chances de ocorrer uma gravidez única é de 75%, de dupla 15%, de tripla e quádrupla de 5%. Quando se transfere em estágio de Blastocisto a chance de ser gravidez única é de 80% e de dupla 20%.

5. Quando o casal deve procurar o especialista?
R. O casal deve procurar o especialista sempre que estiver enquadrado na definição de infértil. Mas existe uma tendência mundial de se fazer um exame preventivo logo após o casamento que tem a vantagem de descobrir um problema mais cedo e tratá-lo imediatamente.

6. Quem faz o acompanhamento da gravidez?
R. O acompanhamento da gravidez é feito na clínica até o terceiro mês de gravidez. Após esse período a paciente retorna ao médico de origem, que a encaminhou, ou indicamos profissionais da área de sua cidade para atendê-la. A evolução da gravidez é semelhante a de outras gravidezes, com os mesmos sintomas.

 

Para mais informações: Dr. Lister de Lima Salgueiro
Andrologista e Ginecologista
Diretor da Clínica Fértilis de Medicina Reprodutiva
www.fertilis.com.br

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