52) SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS (SOP)

Muito se comenta e não raro alguma paciente se apresenta para consulta referindo ter cistos de ovário ou ovários micropolicísticos. Normalmente esses achados são feitos quando do exame de Ultra-Sonografia e rotula-se a paciente com os termos acima referidos.
           
Antes de explicarmos a síndrome vamos esclarecer alguns pontos.
           
Primeiro, a função ovariana, durante toda a vida da mulher, é produzir óvulos, e esses óvulos estão contidos uma estrutura chamada folículo, que contém líquido em seu interior. Esses  folículos quando maduros se rompem e liberam os óvulos no processo conhecido como ovulação.
           
Segundo, em alguns casos essa ruptura não ocorre e os folículos se mantém íntegros e em crescimento. A esses folículos se dá o nome de cistos e esses cistos ocorrem devido a uma falha na ovulação e tendem a desaparecer nos próximos três ciclos menstruais. Os cistos que não desaparecem ou que crescem até diâmetros superiores a 5.0 cm devem ser investigados para ver se não existem outros fatores associados causando os mesmos.
           
A Síndrome dos Ovários Policísticos (mais modernamente chamada de Síndrome de Anovulação Crônica) se caracteriza por um aumento do hormônio LH  em relação ao FSH , e isto ocorre quando o nível de LH é pelo menos duas vezes maior do que o do FSH . Esta alteração leva a um aumento de androgênios (hormônios masculinos) no ambiente do folículo, em dose não desejada.
           
Em 40% das pacientes podemos encontrar ovários micropolicísticos ao Ultra-som (pelo menos dez pequenos folículos , na periferia dos ovários), aumento da pilificação (rosto, mamilos, abdome, nádegas, dorso, etc.), aumento de acne (principalmente face mas também no corpo todo), e aumento de peso. Esses sintomas podem ocorrer em conjunto ou isoladamente.
           
Além dessas alterações poderemos ter ausência de ovulação (anovulação), espaçamento entre as menstruações (espaniomenorréia), e diminuição no volume menstrual (oligomenorréia).
           
O diagnóstico é feito pela anamnese, exame físico, dosagens hormonais, e pela Ultra-Sonografia. Dosagens hormonais mais específicas dos hormônios metabolizados nas glândulas supra-renais podem definir a origem do problema.
           
O tratamento de um modo geral visa a restauração da ovulação e resolver os problemas estéticos.
           
Se a paciente não deseja engravidar utilizam-se os antiandrógenos em forma de pílula anticoncepcional, que regula o ciclo e diminui os níveis de Andrógenos.
           
Nos casos onde a paciente deseja obter gravidez se recomenda a estimulação ovariana controlada. Dependendo do caso, essa estimulação pode ser mais simples, usando medicações orais como o citrato de Clomifeno ou injetáveis utilizando as Gonadotrofinas e Follitrofinas.
           
Nessas estimulações a paciente pode ter relações no período fértil ou se submeter a uma técnica de reprodução assistida.
           
Nos casos mais graves, com difícil regressão dos sintomas, recomenda-se o auxílio de esteticista para ajudar nos problemas de aumento de pilificação e acne.

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