51) Sexo X Amor

Nos últimos tempos, muito se discute sobre sexo e amor, duas coisas interligadas mas ao memso tempo distantes. Desde os tempos de Adão e Eva até os dias modernos o tema mistura aspectos comportamentais, biológicos, sociais, morais, religiosos, econômicos e psicológicos.

A revista Bianchini saiu as ruas para realizar uma pesquisa informal, sem pretensão de traçar um perfil de toda a população brasileira quanto ao assunto sexo, mas  obtendo dados interessantes sobre esse tema tão discutido. (ver tabela ao lado). Não foi surpresa encontrar dados similares aos obtidos por um estudo científico do Serviço Prosex, do Hospital das Clínicas de São Paulo, realizado com milhares de pessoas.

Os dados da pesquisa mostraram que os comportamentos estão mudando. Sessenta e seis por cento disseram não se apaixonar com facilidade e 30% sim, 58% preferem namorar enquanto 38% preferm “ficar”, 94% costumam beijar mais de uma garota por balada. 88% dos homens tiveram mais de 2 namoradas, 66% namoraram por mais de 1 ano e 26% por menos de 1 ano, 40% dos homens nunca trairam e 58% já trairam pelo menos 1 vez. O comportamento dos homens também mostrou dados interessantes. Quarenta e dois por cento dos homens acha mais fácil viver sózinho do que há 50 anos atrás, 50% vivem bem sózinhos, 42% acham mais fácil arrumar namorada, 56% acham natural que as vezes as mulheres tomem a iniciativa na paquera, para 48% beleza é fundamental, para 56% a virgindade não é fundamental, e 52% se relacionariam com mulheres casadas. Quanto ao relacionamento com as mulheres, 86% acham que a mulher deve ter independência financeira, 82% acham que a mulher deve trabalhar fora, 86% se relacionariam com uma mulher que ganhasse mais que eles, 80% não se importariam de ter que sustentar suas mulheres, 74% costumam fazer  gentilezas com as mulheres, e 60% deles estão dispostos a discutir a relação. Por fim 62% disseram estar satisfeitos com sua vida amorosa.

Já as mulheres responderam como prioridades, a família (61%), amor (39%), trabalho (47%), dinheiro (54%), e sucesso (53%).

De tempos em tempos a sociedade cria formas de alternativas de relacionamento. Há milênios a sociedade faz vista grossa com a prostituição, cada vez mais sofisticada e permitida, até por meios modernos como jornais e a internet onde garotas se oferecem em anúncios com detalhes. Mais recentemente , nos idos dos anos 70, a moda era a amizade colorida com relacionamentos fugazes sem compromissos, e atualmente a moda é “ficar” relacionamentos relampago de um beijo até uma noite, sem a menor intenção de compromisso.

Essa moda dos relacionamentos fugazes, pode levar a problemas sexuais e psicológicos em ambos os sexos. O comportamento quanto aos relacionamentos vem mudando gradativamente nos últimos 50 anos. Trinta anos atrás a iniciação sexual dos meninos era feita com prostitutas e a possibilidade de uma falha não era preocupante pois se tratavam de “profissionais” sem envolvimento amoroso, Atualmente a iniciação sexual ocorre com as namoradas, amigas ou colegas de escola ou faculdade. Nesse caso uma falha ou o medo de que ela ocorra é muito maior, tornando a relação muito mais pressionada no sentido de correr tudo bem, associado ao medo de que a “falha” seja descoberta pelos amigos e ele vire motivo de chacota em seu meio. Do mesmo modo as garotas sempre tão apegadas a ter um relacionamento amoroso, muitas vezes fantasiando sobre relações amorosas só encontradas em livros e folhetins, podem vir a ter problemas psicológicos esperando que aquele encontro relampago tenha continuidade, e se vejam frustradas quando isso não ocorre.

Por outro lado, os números do Prosex mostram que 40% dos homens e 30% das mulheres não usam camisinha nas suas relações sexuais, e o risco de uma contaminação num relacionamento relampago pode acontecer. Embalados por bebidas, energizantes, e até mesmo por drogas, os parceiros por sua ou até contra sua vontade se relacionam com parceiros que nunca viram antes, e talvez nunca vejam de novo.

O uso de drogas potencializadoras da ereção (Viagra, Cialis, Levitra), por pessoas normais cresce em ritmo matemático. Ao uso dessas substâncias por pessoas normais é dado o nome de uso “esportivo” ou “recreativo”, uma vez que eles não necessitam das mesmas. Existe até um mercado paralelo de venda dessas drogas, em boates e até em camelôs. Apesar de ser inofensivo quanto a problemas físicos, esse uso pode levar a uma dependência psicológica pois o indivíduo pode passar a ter medo de se relacionar sem seu uso de seu “aditivo”.
 
A relação sexual por si só faz parte do amor, mas também é feita sem ele. Por outro lado o amor não permite o sexo por si só.

Como a sabedoria dos artistas demosntra a sabedoria popular, a cantora Rita Lee mostra em sua música “Amor e Sexo”, todas as facetas das diferenças entre amor e sexo.

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