47) Os números da Infertilidade

A primeira criança nascida pela técnica de Fertilização “In Vitro”, é atualmente uma professora inglesa de 21 anos, chamada Louise Brown. Ela nasceu no dia 25 de julho de 1978 na Inglaterra. Desde então muitas crianças foram geradas com essa técnica em todo o mundo. Existem mais de 100 mil crianças nascidas dessa técnica no mundo e no Brasil estima-se que existam mais de 5 mil crianças nascidas sendo que destas cerca de 100 foram geradas em Sorocaba.

São considerados inférteis aqueles casais que estão casados há mais de um ano, sem usar métodos anticoncepcionais, com ritmo sexual mínimo adequado (pelo menos 3 relações por mês), e sem obter gravidez.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 20% dos casais, ou seja 1 em cada 5 casais tem ou terão problemas de infertilidade. Segundo o último censo existem no Brasil cerca de 32 milhões de casais e destes quase 7 milhões tem ou terão problemas de infertilidade.

As causas da infertilidade variam para cada caso sendo que os problemas são exclusivamente femininos em 30% dos casos, exclusivamente masculinos em 30% dos casos, e em ambos em 30% dos casos. Nos 10% restantes não se detecta uma causa específica, sendo esses casos classificados como de Infertilidade Sem Causa Aparente (ISCA).

A maior causa de infertilidade feminina é o fator tubáreo, e o Brasil é o recordista dessa causa pois estima-se que 30% da população de mulheres estejam esterilizadas (laqueadas). Além de esterilização cirúrgica ainda podemos ter danos tubáreos por seqüelas de infeção, cirurgias, endometriose, miomas, etc.

Outra causa importante de infertilidade é a Endometriose e suas seqüelas. Acredita-se que 48% das mulheres inférteis, e 15% das mulheres em geral, tenham endometriose.

A terceira causa mais freqüente de infertilidade é causada pelos miomas uterinos que apresentam-se em 62% das mulheres negras, 29% das mulheres brancas e 45% das outras raças.

Além dessas causas podemos ter fatores relacionados as seqüelas de processos infecciosos, fatores imunológicos, fatores externos e outros.

A principal causa de infertilidade masculina é a presença de Varicocele, que ocorre em 30% dos casos de infertilidade e em 15% dos homens. Além dessa causa podemos ter fatores relacionados a infeções, cirurgias, traumas, fatores externos, fatores imunológicos etc. A ausência de espermatozóides (azoospermia) ocorre em 10% dos casos por fatores genéticos, cirúrgicos, traumáticos, infeciosos, e imunológicos.

A chance de um casal normal de obter a gravidez é de 18,1% por ciclo ovulatório e a chance acumulada após um ano é de 92,0%. Os casais classificados como inférteis tem uma chance menor do que o padrão normal, e os indivíduos considerados estéreis não tem chance de gravidez.

Para o tratamento da infertilidade são utilizadas as Técnicas de Reprodução Assistida (TRA), nas quais o médico interfere auxiliando o processo de obtenção da gravidez. Entre as TRA podemos citar o Coito Programado (CP), a Inseminação Artificial (AIH e AID), a Fertilização “In Vitro” (FIV) e suas técnicas auxiliares.

O objetivo dessas técnicas é aumentar as chances de gravidez por ciclo, maximizando os resultados, visando a obtenção de gravidez. As chances de gravidez dependem da técnica utilizada. Assim temos uma chance de resultado positivo de 11 a 24% no Coito Programado e na Inseminação Artificial, e de 25 a 60% na Fertilização “In Vitro” e suas técnicas auxiliares. Por outro lado a chance acumulada de se obter a gravidez também aumenta com essas técnicas chegando a níveis entre 27 e 54% em três ciclos de coito programado e seis ciclos de inseminação artificial e de 57 a 80% em 3 ciclos de fertilização “In Vitro”, e suas técnicas auxiliares.

O custo desses tratamentos varia conforme a técnica. Os valores variam de aproximadamente R$ 500,00 no coito programado a R$ 1500,00 na inseminação artificial (valor por ciclo de tratamento incluindo as medicações), e de R$ 3500,00 na fertilização In Vitro a R$ 5.000,00 (por ciclo de tratamento sem incluir as medicações). Por sua vez as medicações também variam de custo conforme a técnica e a idade da paciente. Nos tratamentos de baixa complexidade variam de R$ 400,00  a R$ 800,00, e nos tratamentos de alta complexidade podem variar de R$ 2000,00 a R$ 4000,00 por ciclo de tratamento. Ao contrário de outros países não existe pagamento dos tratamento pelos programas de saúde do governo, e os convênios não reembolsam esses tipos de tratamento. Existem planos de pagamento para facilitar o acesso a essas técnicas, e infelizmente existem pouquíssimos centros de tratamento públicos.

Muitos casais ainda utilizarão as modernas técnicas de reprodução assistida, e nos próximos anos seus resultados melhorarão atingindo altos níveis de sucesso, e essas técnicas gradativamente diminuirão sua complexidade, com conseqüente diminuição dos custos, objetivando o acesso de todos os tipos de pessoas a esses tratamentos.

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