40) Menopausa

Muito tem se discutido sobre a Menopausa, suas conseqüências para a mulher, seus tratamentos e sobre a possibilidade de fertilidade nessa fase.
           
Para entendermos melhor o processo devemos lembrar que a primeira menstruação é chamada de menarca, o período em que a mulher tem atividade ovulatória (fértil) é chamada de menacme. A última menstruação da vida da mulher é chamada de menopausa, e os períodos pré e pós menopausa são chamados de peri-menopausa e climatério respectivamente. Ë comum haver confusão e se chamar o período do climatério de menopausa.
           
No período da peri-menopausa começa a ocorrer uma diminuição na produção nos óvulos, pelos ovários, e o corpo reage enviando mais hormônios para tentar “forçar” o ovário a continuar a produzir óvulos.
           
Nesse período, a mulher tem uma parada na ovulação e na menstruação, ocorre uma diminuição nos hormônios femininos (estrógeno e progesterona), e aumento dos hormônios responsáveis pela ovulação (LH e FSH).
           
A maioria das pacientes não apresenta alterações nesse período de transição entre a fase fértil e o climatério, porém algumas pacientes apresentam sintomas como, irritação, dor de cabeça,  ondas de calor, distúrbios psicológicos, perda de Cálcio dos ossos (Osteoporose), e etc.
           
O tratamento do climatério deve ser indicado quando a paciente apresenta sintomas mais intensos como a Osteoporose, ou quando os sintomas prejudicam o seu desempenho nas atividades do dia a dia.
           
O tratamento em si é feito através da reposição dos hormônios produzidos durante o período fértil (Estrógeno e Progesterona). Podem ser dados por via oral vaginal ou através da pele (Transdérmica). Devem ser sempre dados em conjunto para que ocorra uma simulação do ciclo menstrual o que restaura as condições de funcionamento do útero, e mantém um nível hormonal sangüíneo normal.
           
Esses medicamentos devem ser sempre orientados pelo ginecologista, que escolherá a melhor forma de administração e a dose apropriada para cada paciente. Normalmente se utiliza o estrógeno inicialmente e a progesterona no final, para provocar a menstruação. Mesmo ocorrendo a menstruação a paciente não ovula, uma vez que o ovário não responde mais aos hormônios, e portanto essa paciente não é fértil.
           
O controle do tratamento é feito através de exames laboratoriais, para acompanhamento dos níveis hormonais e pelos exames especiais de mama , dos ossos (densitometria óssea) e outros quando necessário.
           
No período da peri-menopausa tanto a ovulação como a menstruação estão presentes, porem de um modo mais escasso. Entretanto, nesse período, a paciente pode engravidar se não houver outros fatores limitantes, para a obtenção da gravidez.
           
Após a menopausa não existe mais nem a ovulação nem a menstruação, porém verificou-se que o útero quando estimulado com os hormônios volta a ter a sua função natural servindo tanto para ter uma menstruação como para sustentar uma gravidez.
           
Baseado nesse fato, e com auxílio das técnicas de Fertilização In Vitro, foi possível conseguir obter gravidez em pacientes menopausadas. Assim pacientes menopausadas que recebem um tratamento de preparo do útero podem receber um embrião formado de um óvulos de uma doadora com o sêmen do seu marido conseguindo obter a gravidez.
           
A mais velha paciente a conseguir gravidez é uma italiana e tem 63 anos. No Brasil a paciente mais velha a ter um filho com esta técnica tem 59 anos.

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