37) Infertilidade Masculina

A infertilidade de origem masculina é tão freqüente quanto a de origem feminina, e atinge cerca de 30% dos casos de infertilidade conjugal.
           
Muito se confunde quando se trata de infertilidade e impotência masculina. Isto tem origem nas leis jurídicas antigas e nos conceitos antigos de medicina, que chamavam de “impotência generandi” a infertilidade e “impotência coeundi” a impotência. Felizmente uma não depende da outra e é possível ser infértil sem ser impotente e vice-versa.
           
As principais causas de infertilidade masculina são de origem vascular, hormonal, infecciosa, imunológica, e azoospermias.
           
A principal causa de infertilidade masculina é a Varicocele, varizes na bolsa escrotal, que podem levar a uma diminuição no volume testicular, alterações qualitativas e quantitativas seminais e a queda nos níveis de Testosterona. Nem todas as varicoceles são ativas causando danos, e sua ação não é proporcional ao seu tamanho.
           
Sua correção é cirúrgica, sempre bilateral, e seu prazo de recuperação varia de 2 a 12 meses. É uma cirurgia rápida e simples porém deve ser sempre executada por especialistas para se obter o máximo do resultado desejado.
           
Nos casos onde é possível “preparar os espermatozóides” no laboratório pode se fazer o tratamento com alguma técnica de reprodução assistida.
           
Os distúrbios hormonais podem ser hereditários ou adquiridos. Doenças genéticas podem levar a uma queda nos níveis hormonais, e o uso indiscriminado de hormônios, cirurgias , tumores, varicoceles, infeções, etc., também podem levar a um quadro de deficiência hormonal.
           
Nos casos com falta de hormônios, de origem irreversível, pode se fazer a reposição hormonal e nos casos reversíveis tenta-se corrigir o problema. Esses tratamentos normalmente são muito longos podendo chegar até a anos.
           
Os processos infecciosos levam a infertilidade por sua ação direta sobre o sêmen ou pela seqüelas de sua evolução. No sêmen atua destruindo os espermas, ou causa alterações físico-químicas ao líquido espermático, que por sua vez causa danos aos espermas.
           
Suas seqüelas podem causar obstrução nos canais deferentes, inflamação prostática, dos epidídimos e dos próprios testículos.
           
Os processos imunológicos podem atuar contra si próprios ou da parceira em relação ao marido. Os espermatozóides só começam a ser produzidos pelos testículos a partir da puberdade e se tiverem contato com a corrente sangüínea após essa época, vão ser reconhecidos como células estranhas ao corpo iniciando o processo de criação de anticorpos e destruição dos “inimigos”. Na mulher ocorre o mesmo processo porém sempre em um nível menor pois se todas as mulheres criassem anticorpos contra os espermas todas seriam inférteis.

Seu tratamento é o mais difícil de todos, uma vez que não se pode “lavar” os anticorpos dos espermas, e o tratamento mais eficiente para esses casos é a injeção Intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI).
           
Um homem é considerado azoospérmico, quando não tem espermatozóides na ejaculação. Esses problema pode ocorrer devido a obstrução nas vias que levam o esperma até a ejaculação ou devido a falência testicular com ausência de produção de espermas.
           
Muitos tipos de patologias podem levar a esse tipo de problema. Em alguns casos pode se tentar fazer uma restauração do canal que leva os espermas, após obstrução por infeções ou vasectomia, ou retirar espermas do testículos e usar a técnica de ICSI (citada acima) para obter a gravidez.

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