36) Infertilidade Feminina

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera como inférteis os casais que não conseguem engravidar após um ano de casados, mantendo pelo menos 3 a 4 relações sexuais ao mês, sem uso de método anticoncepcional.
           
O termo estéril só pode ser utilizado para o marido ou a esposa individualmente, e quando estes não tenham condições reversíveis ou não de conseguir obter gravidez. O termo utilizado para o casal,  é infértil ou subfértil, uma vez que não existem casais férteis ou inférteis e sim níveis de fertilidade.
           
O fator de infertilidade de origem exclusivamente feminina ocorre em 30% dos casais inférteis, o fator masculino ocorre em 30% dos casais, ambos contribuem em 30% dos casais e em 10% dos casais não se encontra uma causa para a infertilidade, caracterizando o quadro de Infertilidade.
           
Dentre as causas mais comuns de infertilidade de origem feminina encontramos o fator tubáreo, fator tuboperitoneal, fator ovariano, fator uterino, fator cervical, Endometriose, e fator imunológico.
           
No Brasil o fator tubáreo é o mais comum, chegando a níveis de 70% em alguns locais. O número excessivo de Laqueaduras. as doenças sexualmente transmissíveis e suas seqüelas, a Endometriose, as curetagens, a tuberculose e etc. contribuem para o aparecimento do fator tubáreo. O comprometimento das trompas em si (fator tubáreo), ou o comprometimento externo da tuba, com prejuízo de sua função, (fator tuboperitoneal), impedem a captação e o  transporte dos óvulos e embriões durante o processo de ovulação e fecundação. 
           
No fator ovariano pode ocorrer uma parada total de funcionamento, como na menopausa e climatério, ou uma má função ovariana, devido a distúrbios genéticos ou hormonais. O quadro ovariano mais comum diz respeito a Síndrome de Ovários Policísticos (SOP). É uma síndrome caracterizada por uma inversão nos valores dos hormônios LH e FSH, e que em 40% dos casos as pacientes apresentam ovários policísticos, ao Ultra-som, tendência a obesidade, e aumento de acne e pelos pelo corpo.
           
O fator uterino inclui os tumores benignos, como os Miomas, as alterações genéticas, como o útero bicorno, e as seqüelas de processos infecciosos originários de procedimentos cirúrgicos, como cesareanas, curetagens, e etc.; ou processos infecciosos, como doenças sexualmente transmissíveis e outros processos infecciosos.
           
O fator cervical está presente quando existem alterações locais, como inflamações e infeções, tumores, e alteração do muco cervical impedindo a passagem dos espermatozóides. Do mesmo modo o fator imunológico está ligado ao fator cervical pois a ação principal dos anticorpos contra os espermatozóides é secretada no muco cervical, levando a morte, paralisação, ou aglutinação dos espermatozóides.
           
Por fim a Endometriose, tema de um outro artigo, que através de suas seqüelas pode provocar, aderências, cicatrizes, processos inflamatórios, e cistos ovarianos, levando a alteração nos locais de implantação e levando a alterações nos fatores acima descritos.

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