3) Anticoncepção

Questão de indicação

Novas formas de anticoncepção aumentam possibilidade de prescrição médica. Especialista não acredita em completa substituição de tratamentos

A mulher tem postergado cada vez mais o momento de ter seus filhos. Por causa disso, a anticoncepção é um assunto recorrente nos consultórios médicos. Novas formas de tratamento surgem a cada dia. As grandes novidades estão relacionadas com a suspensão da menstruação da paciente por períodos que variam de três meses a cinco anos. Apesar disso, os especialistas não acreditam em uma total substituição de prescrições. “É bom ter uma variedade de anticoncepcionais. O médico pode prescrever individualmente um tratamento, além de alternar terapias para manter a paciente estabilizada com relação às taxas hormonais”, opina o ginecologista e andrologista Dr. Lister Salgueiro.

Entre as opções para a paciente estão os métodos chamados reversíveis, como a injeção trimestral de progesterona. Ela já foi usada no passado, mas sua freqüência era mensal, o que dificultava a adesão da paciente, além de não oferecer grandes vantagens com relação à pílula. “O produto suspende o ciclo menstrual e não causa efeitos colaterais, como o aumento da tendência a varizes, diabetes e risco cardíaco. Até o momento, estudos realizados na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) registraram um aumento do apetite da paciente, o que pode gerar ganho de peso”, explica.

Outra técnica que está sendo utilizada é o DIU com uma porcentagem maior de cobre (de 200 para 380) e outro que, além do cobre, também libera gradualmente a progesterona no organismo da mulher.

Semelhante a esse método é o sistema intra-uterino (SIU) composto por um cilindro contendo 52mg de levonorgestrel (LNG) e polidimetilsiloxano. Após ser inserido no útero, o anticoncepcional libera doses mínimas da substância (20mcg/dia) na cavidade uterina. As doses de LNG provocam o espessamento do muco cervical e a conseqüente inibição da motilidade e função dos espermatozóides dentro do útero e das trompas uterinas. Uma vez instalado, o sistema permanece ativo na cavidade uterina por cinco anos.

Adesivos
Em lugar de aplicar injeções ou manter um dispositivo permanente, a paciente também tem a opção de usar um adesivo anticonceptivo que também libera doses diárias de substâncias contraceptivas.

Em dois estudos clínicos independentes, os pesquisadores avaliaram três tamanhos diferentes de adesivo, de 10, 15 e 20 centímetros quadrados, ao longo de vários ciclos menstruais. Usando ultra-som para medir desenvolvimento folicular, os pesquisadores descobriram que o adesivo de 20cm funcionou melhor que os menores e que foi comparável à pílula mais eficaz do estudo.

Outro método que em princípio não foi criado como método anticonceptivo, mas acaba provocando esse efeito, é a suspensão permanente da menstruação. “Eu não acho o método mais indicado, já que ele é mais usado para tratamento de endometriose ou mioma”, comenta o Dr. Salgueiro. Muitas drogas foram e ainda são utilizadas para esse fim, em substituição da progesterona. A mais atual é o análogo do GNRH, que inibe a função hormonal da mulher, deixando-a num estado de pseudomenopausa. Atualmente, duas correntes médicas discutem sobre a validade da interrupção permanente da menstruação da mulher, seus benefícios e possíveis efeitos colaterais a longo prazo.

O homem também tem alternativas químicas para evitar a concepção. O gossypol, derivado da semente do caroço de algodão, zera a produção de espermatozóides. O grande problema do tratamento demonstrado em estudos tem sido as contra-indicações. Em alguns casos, os pacientes não voltaram a produzir espermatozóides. Também houve perda de potássio no organismo. “Haverá mais para frente um endoconceptivo masculino, combinando a progesterona com testosterona. Atualmente os testes estão trabalhando com a droga injetável. Os efeitos colaterais ainda não estão bem controlados”, informa o Dr. Salgueiro.

 

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