15) A vida sexual moderna

Um flagelo que aflige a sociedade moderna, principalmente os homens, é a disfunção sexual masculina. Erradamente conhecida de um modo geral como impotência, e que engloba as alterações na libido (desejo sexual), ereção e manutenção da ereção (potência), ejaculação (precoce ou retardada) e orgasmo.

O problema está relacionado diretamente com o homem porém afeta indiretamente a mulher e o próprio relacionamento do casal.

As causas do problema são de origem orgânica em 70% dos casos e psicológica nos 30% restantes. Em alguns casos, devido ao problema orgânico, o indivíduo passa a ter medo de ter relações sexuais (temor de desempenho), o que causa confusão sobre a origem do problema.

Influências externas como stress, problemas emocionais, familiares, sociais, e econômicos podem agravar o problema. Também drogas para tratamento de úlceras e Hipertensão Arterial podem alterar o funcionamento sexual do homem.

Acredita-se que 10 a 20% da população masculina apresente problemas sexuais e cada homem durante o decorrer de sua vida apresentará algum episódio de disfunção sexual. Além do mais, a queda dos níveis de hormônios masculinos (Testosterona) leva o indivíduo a ter os sintomas da Andropausa (cansaço, perda de vitalidade, alterações no sono, tendência a depressão, fadiga, perda de massa óssea, queda na libido, e finalmente impotência). Esse quadro é facilmente confundido com “Stress” físico porém nos casos de stress não ocorre a queda dos níveis de Testosterona.

Estudos demonstram que 40% dos homens com mais de 50 anos apresentam Andropausa. A queda da Testosterona entre os 40 e 70 anos ocorre numa proporção de 1% ao ano. Entretanto, em alguns indivíduos esta queda é mais acentuada e precoce.

Fatores como a hereditariedade, obesidade, fumo, álcool, stress, drogas, medicações cardiológicas, ansiedade, dieta e cuidados pessoais podem ser a causa principal ou fator agravante do problema.

Quando existe uma causa passível de correção, como a Varicocele esta deve ser corrigida, e nos casos em que o testículo está lesado deve ser feita a reposição hormonal.

O Tratamento com Reposição Hormonal (TRH) inclui medicações com ação no cérebro, fazendo com que  sejam liberados mais hormônios que irão estimular os testículos a produzir mais Testosterona, medicações que substituem os hormônios masculinos, como os preparados de Testosterona, e medicações que estimulam diretamente os testículos, através de preparados hormonais semelhantes aos que são liberados pelo cérebro.

Na maioria dos casos o paciente utiliza a reposição, e quando os testículos tiverem capacidade de reagir, a medicação é retirada. Nos casos em que os testículos entram em falência e não conseguem  mais produzir hormônios a reposição será mantida indefinidamente.

Deve se evitar o excesso de preparados de Testosterona uma vez que o excedente é transformado em Dihidrotestosterona, a qual atua na próstata levando a um aumento (hipertrofia) e nos casos de câncer de próstata  a uma evolução do processo.

Com as novas medicações para reposição conseguimos controlar a dose, mantendo um nível dentro dos limites da normalidade, e evitando o excesso.

Para o tratamento das disfunções sexuais em geral, existem várias técnicas a nossa disposição que vão desde medicações orais, injetáveis no pênis, cirurgias e até implantes de próteses penianas. Cada técnica tem sua indicação específica e depende de um diagnóstico cuidadoso, com exames especializados.

O diagnóstico desses problemas é feito através do  histórico médico, das dosagens hormonais e dos exames especializados.
             

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