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Testículos "Mal descidos"

 

Durante o desenvolvimento do embrião, ocorre a formação de um grupo de células especiais na região dos rins, chamado de gonada primordial as quais vai se transformar em Testículo ou Ovário.



Sob a influência de um antígeno especial (chamado SRY), essa massa celular se diferencia em testículo por volta da 4a semana de gravidez e passa a funcionar sob a estimulação hormonal a partir da sétima semana de gravidez.



Nesse período o testículo produz hormônios sendo o principal a Testosterona, responsável pelo desenvolvimento do feto e das características do aparelho reprodutor masculino.



Sob a influência da Testosterona e seus derivados existe a formação da Próstata, Vesículas Seminais, Ducto Ejaculador, Testículos, Epidídimos, Canais Deferentes e da genitália externa.



Por volta do sétimo mês de gravidez os testículos começam a migrar em direção a bolsa escrotal. Durante esse processo o Testículo adquire mais consistência e peso, e migra por detrás da parede abdominal até chegar a abertura inguinal por onde passa ao exterior.



Essa abertura se situa na região inguinal e atravessa os músculos abdominais. Uma vez passada essa abertura o Testículo se aloja na bolsa escrotal. Ao contrário dos ovários, os testículos necessitam ficar fora do corpo pois trabalham em uma temperatura menor do que a do corpo ( 3o C a menos). No inverno se aproximam do corpo e no verão se distanciam do corpo para equilibrar a temperatura.



Essa explicação inicial nos dará base para compreender os problemas que ocorrem durante a descida dos testículos.



Quando os testículos não atingiram um peso ideal, o canal é estreito, o cordão espermático , que liga o testículo a próstata, é curto, ocorre uma "parada" na descida e esse testículo permanece no local onde parou.



A esse tipo de problema é dado o nome de Criptorquidia, que define os testículos ("orquidos") escondidos ("criptos"). Sua localização depende de cada problema e pode ser abdominal, no canal inguinal, ou retráctil (que se move para fora e para dentro do corpo).



A manutenção do testículo dentro do corpo faz com que se eleve a sua temperatura e suas células passam a sofrer com o calor intenso lesionando a produção hormonal e de espermatozóides pelos testículos. Além do mais o tecido testicular passa a ser um tecido amorfo, e o corpo não o reconhece como próprio.



Isso pode levar a atrofia testicular, a infertilidade e ou disfunção sexual. A Criptorquidia pode ser uni ou bilateral.



A correção do problema deve ser feita até os dois anos de idade para se evitar seqüelas no futuro.



Os tratamentos podem ser feitos através de medicações hormonais, cirurgia para fixação dos testículos na bolsa escrotal, ou a retirada dos testículos.



No tratamento clínico tenta-se estimular o aumento do peso dos testículos através de medicações hormonais, e fazer com que eles desçam por efeito da gravidade. No tratamento cirúrgico conservador traciona-se e faz-se a fixação do testículos a parede interna da bolsa escrotal.



Testículos que permanecem dentro do corpo tem chance de desenvolver tumores malignos e por isso devem ser retirados.



Tanto os pediatras como os pais devem estar atentos a esse tipo de problema e sua resolução não deve tardar além da idade de dois anos.

 

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