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Reprodução Humana - Cruzeiro do Sul

 

No dia 25 de julho de 2001, o primeiro ser humano gerado pela técnica de Fertilização In Vitro (FIV) completou 23 anos de vida. A jovem, chamada Louise Brown, é hoje uma simpática professora no subúrbio de Londres.

 

Desde o seu nascimento, uma revolução social, psicológica, tecnológica e científica, modificou costumes e crenças, em nossa sociedade contemporânea.

 

Acredita-se que mais de 300.000 crianças já foram geradas com o uso dessa técnica no planeta sendo que dessas, aproximadamente 7000, nasceram no Brasil.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1 em cada 5 casais (20%), tem ou terá problemas para ter filhos. De acordo com o último censo brasileiro existem 32 milhões de casais no Brasil e destes, 6 milhões e meio terão problemas para obter gravidez. Na cidade de Sorocaba calcula-se que o número de casais com problemas seja de mais de 30 mil.

 

Como casais inférteis consideram-se aqueles que não conseguem obter gravidez , após um ano de vida conjugal, com ritmo sexual adequado, e sem uso de métodos anticoncepcionais.

 

Culturalmente se achava que as causas do problema eram exclusivamente femininas mas as estatísticas mostram que a causa é exclusivamente feminina em 30% dos casos, exclusivamente masculina em 30% dos casos, de ambos os parceiros em 30% dos casos e sem causa conhecida em 10% dos casos (Infertilidade Sem Causa Aparente – ISCA).

 

A principal causa de infertilidade feminina diz respeito aos problemas com as trompas. Estatísticas mostram que no Brasil cerca de 30% das mulheres são laqueadas. Outros fatores como infecções, cirurgias, hemorragias internas, e uma doença chamada Endometriose também contribuem para o problema. Outros fatores como distúrbios hormonais, fator imunológico, miomas, infecções no trato genital, também contribuem para a infertilidade feminina.

 

No caso masculino o principal fator é a Varicocele, que são varizes na bolsa escrotal, que levam a uma intoxicação dos testículos, com diminuição na produção de espermatozóides e alterações em sua qualidade. Outras causas de infertilidade masculina são os distúrbios hormonais, imunológicos, infecciosos, e genéticos.

 

Atualmente, a Medicina Reprodutiva cuida dos fatores de infertilidade de uma forma global, e a tendência é que os profissionais da área tenham noções tanto da parte feminina como da masculina, podendo assim cuidar do casal como um todo.

 

Em uma gravidez natural os ovários produzem óvulos porém apenas um deles evolui até ocorrer sua liberação, num processo chamado de ovulação. As trompas se movimentam em direção ao útero para captar o óvulo expelido pelo ovário e este permanece na trompa até ser fertilizado. Se houver relação sexual nesse período, chamado de período fértil, com número e qualidade de espermatozóides normais, eles iniciam sua migração pela parte interna do útero até chegar ao local onde se encontra o óvulo. Depois da fecundação o então chamado embrião começa a evoluir se dividindo progressivamente, e ao mesmo tempo caminhando em direção ao útero. Este por sua vez é preparado, pelos hormônios produzidos pelo ovário, para receber a gravidez. Ao chegar no útero o embrião se implanta na parede uterina, num processo chamado de Nidação, e inicia a gravidez propriamente dita.

 

As técnicas empregadas no tratamento vão das mais simples as mais complexas. As mais simples são chamadas de Coito Programado e Inseminação Artificial, e as mais complexas são chamadas de Fertilização In Vitro e suas técnicas auxiliares.

 

No Coito Programado a paciente é submetida a uma estimulação controlada da ovulação, com o objetivo de obter mais óvulos, e no momento da ovulação recomenda-se que o casal mantenha relações sexuais. Na Inseminação Artificial o processo é semelhante porém, ao invés de manter relações sexuais, o marido colhe uma amostra de sêmen, a qual é preparada no laboratório, para uma filtração e ativação dos espermatozóides. Os espermatozóides preparados são então depositados dentro do útero por meio de um cateter acoplado a uma seringa.

 

Na Fertilização In Vitro a paciente é submetida ao processo de estimulação da ovulação, mas antes de os óvulos serem expelidos eles são aspirados, por um processo guiado por ultra-som transvaginal, e levados ao laboratório de gametas. Uma vez no laboratório eles são contados e classificados e permanecem em uma estufa que substitui as características do corpo materno, como temperatura (37o C), humidade, ausência de luz, concentração de gases, etc. O marido fornece uma amostra de sêmen que depois de preparada é colocada junto aos óvulos, no caso da FIV normal, ou injetados diretamente em cada óvulo, no caso da Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóide (ICSI). Os embriões permanecem incubados por 3 dias até atingir o estágio de oito células. Nesse momento os embriões são transferidos para dentro do útero e se conseguirem se implantar inicia-se a gravidez. Uma vez iniciada a gravidez ela evolui de modo normal similar a uma gravidez natural.

 

Outras técnicas foram desenvolvidas para serem aplicadas em casos especiais como a Gravidez na Menopausa e a chamada Barriga de Aluguel. Também em casos selecionados pode se utilizar a doação de gametas como óvulos e espermatozóides.

 

As chances de se obter uma gravidez de forma natural são de 18% por ciclo, com chance acumulada anual de 93%. Com as técnicas de reprodução as chances de sucesso variam com a técnica aplicada. Para o Coito Programado as chances são de 10 a 18%, e na Inseminação Artificial as chances são de 15 a 25% por ciclo de tentativa.

 

No caso da Fertilização In Vitro as chances de sucesso são maiores variando de 25 a 60% por ciclo de tratamento, dependendo do caso.

 

O problema de infertilidade maltrata os casais levando a um sentimento de culpa e frustração, mas deve ser encarado como um problema médico similar a outros, e como tal deve ser tratado com as mais modernas técnicas disponíveis pela ciência.

 

 

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