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Mitos e verdades sobre a Andropausa

 

Existe uma queda natural da testosterona entre os 40 e os 70 anos numa proporção de 1% ao ano. Porém em alguns homens ela é mais acentuada e precoce levando o homem a andropausa ou também conhecida como a "menopausa masculina".

 

Cansaço, humor variável, distúrbios do sono, perda de concentração, diminuição na massa muscular, aumento da gordura abdominal, queda dos pelos pubianos, diminuição na vitalidade e pique, tendência a depressão, queda na libido e disfunções sexuais são sintomas facilmente confundidos com "stress" físico. Porém, estudos mostram que 50% dos homens com mais de 50 anos apresentam andropausa , um assunto amplamente discutido entre os especialistas e desconhecido do público em geral. A diferença entre os sintomas é que, no caso do stress físico, não há queda dos níveis de testosterona, como ocorre na andropausa.

 

As causas da disfunção sexual masculina são de origem orgânica em 70% dos casos e psicológica nos 30% restantes. Um dos problemas que podem surgir com a andropausa é a disfunção sexual. "Com a avaliação correta dos níveis hormonais, por idade, permitiu-se detectar uma queda nos níveis de testosterona com mais precisão e, com as pesquisas recentes, realizadas principalmente na Bélgica, foi possível caracterizar e tratar a andropausa", afirma Lister de Lima Salgueiro, médico andrologista, ginecologista e diretor médico da Clínica de Medicina Reprodutiva Fértilis, em Sorocaba. Segundo ele, que esteve no Congresso Mundial de Andropausa, realizado em Genebra, em fevereiro deste ano, a grande novidade em termos de tratamento é que, hoje, é possível fazer com os pacientes respondam a um questionário que pode indicar a possível presença da andropausa. "Enquanto o homem não experimenta uma disfunção sexual, ele não admite que tem e acaba fazendo tratamentos paliativos, que não resolvem o problema", explica o médico.

 

Quando a andropausa é diagnosticada, o tratamento visa repor os níveis hormonais e pode durar de dois a quatro meses. O mais comum é estimular, de forma direta ou indireta, os testículos a produzirem testosterona. Outro caminho é a reposição hormonal através de injeções, medicamentos, adesivos ou implantes de testosterona, como ocorrem com as mulheres. "O excesso de testosterona pode ser prejudicial, levando a infertilidade, impotência e outros problemas graves. Por isso, a terapia de reposição hormonal deve ser sempre administrada com supervisão médica e na dose correta. Quanto antes o paciente iniciar o tratamento, menores são as complicações e maiores as chances de sucesso", finaliza o andrologista.

 

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