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Cuidado com a "Menopausa Masculina"

 

Quantas e quantas vezes as mulheres ouviram a famosa frase: "está na menopausa"? Agora chegou a hora da revanche. Os homens devem tomar cuidado, porque eles podem ter a Andropausa ou "Menopausa Masculina", que sempre foi muito discutida no meio científico e desconhecida do público em geral. Estudos demonstram que 40% dos homens com mais de 50 anos apresentam Andropausa. A queda da Testosterona entre os 40 e 70 anos ocorre numa proporção de 1% ao ano. Entretanto, em algumas pessoas ela é mais acentuada e precoce.

 

Acredita-se que 10 a 20% da população masculina apresente problemas sexuais e cada homem durante o decorrer de sua vida apresentará algum episódio de disfunção sexual. Na Andropausa, a queda dos níveis de hormônios masculinos (Testosterona) leva o indivíduo a ter os sintomas como cansaço, perda de vitalidade, alterações no sono, tendência a depressão, fadiga, perda de massa óssea, queda na libido, e finalmente impotência. Em alguns casos os sintomas são similares aos da menopausa com irritação, ondas de calor (16% dos casos), e osteoporose.

 

Esse quadro é facilmente confundido com "stress" físico, onde não ocorre a queda dos níveis de Testosterona. Mas no stress e na crise da meia idade os problemas emocionais, familiares, sociais e econômicos é que causam o problema. Também as drogas para tratamento de úlceras e hipertensão arterial podem alterar o funcionamento sexual do homem.

 

As causas de distúrbios sexuais são de origem orgânica em 70% dos casos e psicológica nos 30% restantes. Em alguns casos, devido ao problema orgânico, o indivíduo passa a ter medo de ter relações sexuais (temor de desempenho), o que causa confusão sobre a origem do problema. "Com a avaliação correta dos níveis hormonais, por idade, permitiu-se detectar uma queda nos níveis de Testosterona com mais precisão e, com as pesquisas recentes, principalmente na Bélgica, foi possível caracterizar e tratar a Andropausa", afirma o dr. Lister de Lima Salgueiro, médico formado pela PUC, com especialização em Ginecologia e Andrologia e diretor da Clínica de Medicina Reprodutiva Fértilis, em Sorocaba.

 

Segundo o Dr. Lister, fatores como a idade, obesidade e a presença de varizes escrotais (Varicocele) influenciam na diminuição da Testosterona. A queda dos níveis de Testosterona também leva a uma diminuição na massa óssea e muscular, com aumento da obesidade, menor número de ereções noturnas e matinais, menor facilidade de obtenção da ereção e menor rigidez peniana máxima.

 

Para o tratamento das disfunções sexuais em geral, existem várias técnicas, que vão desde medicações orais, injetáveis no pênis, cirurgias e até implantes de próteses penianas. Cada técnica tem sua indicação específica e depende de um diagnóstico cuidadoso, com exames especializados. "No caso da Varicocele, ela deve ser corrigida. Se o problema for de testículo lesado, deve ser feita a reposição hormonal.

 

Para a reposição hormonal podemos usar os derivados da Testosterona, na forma de comprimidos, adesivos, implantes, e injetáveis, entretanto nem todos os preparados têm a mesma ação e os mesmos resultados", explica o especialista. A resposta ao tratamento com regressão dos sintomas é progressiva e controlada pelo médico.

 

Fertilis.homens/agosto


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