Fator Imunológico

Os aspectos imunológicos envolvidos na reprodução da espécie humana têm sido cada vez mais estudados nas últimas décadas. A intensidade e a qualidade da resposta do sistema imune materno são fundamentais para deter­minar o sucesso ou não de uma gestação.

O estabelecimento da gestação configura uma singu­lar relação do tipo enxerto-hospedeiro, na qual o embrião representa um imenso património antigênico estranho ao organismo materno. Neste contexto, uma simples ativação imunológica direcionada a antígenos estranhos poderia levar à destruição do enxerto, impossibilitando a reprodu­ção da espécie. Considerando-se os eventos envolvidos na concepção e estabelecimento da gestação, a resposta imune deve permitir: a migração dos gamelas masculinos pelo trato reprodutivo feminino até a fertilização do oóci-to; a migração do zigoto pela tuba e posterior nidação do blastocisto na cavidade uterina; invasão do trofoblasto, com formação da unidade feto-placentária e, finalmente, crescimento e desenvolvimento do feto até o momento do parto, em um ambiente protegido do meio externo, mas, não obstante, interligado ao organismo materno, sem ser por ele destruído.

Acredita-se, hoje, que pequenas alterações no sis­tema imunológico possam resultar em total fracasso da gestação. Assim como a imunologia da reprodução não é totalmente conhecida, seus desvios tampouco o são, sen­do este tipo de diagnóstico um grande desafio no campo da reprodução humana. Sabemos, entretanto, que muitos casos anteriormente classificados como infertilidade sem causa aparente possam, na verdade, ser decorrentes de alterações imunológicas até então desconhecidas.

CONFIRA AQUI O MANUAL COMPLETO DO TRATAMENTO IMUNOLÓGICO

(Gentilmente cedido pelo laboratório RDO Diagnósticos)

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