Andropausa

Até recentemente a chamada Andropausa ("A Menopausa Masculina") era discutida no meio científico e desconhecida do público em geral. Isso se devia pelo desconhecimento dos níveis hormonais, correlacionados a idade dos homens, e pelo fato de se tentar comparar a Andropausa com a Menopausa.

A avaliação correta dos níveis hormonais, por idade, permitiu que pudéssemos detectar uma queda nos níveis de Testosterona com mais precisão, e com as recentes pesquisas realizadas, principalmente na Bélgica, foi possível caracterizar e tratar a Andropausa.

A Andropausa é uma entidade bem definida que se caracteriza por uma diminuição nos níveis do hormônio masculino chamado Testosterona e que leva a , diminuição na vitalidade, tendência a depressão, mudanças no humor e na disposição, distúrbios do sono, dificuldade para se concentrar, prostração e preguiça, diminuição na massa muscular, rarefação óssea (osteoporose), diminuição na libido, e finalmente disfunção sexual na ereção (impotência).

Nos casos agudos a Andropausa pode ser causada por atrofia testicular, por supressão hormonal ou por uso de medicações antiandrogênicas. As atrofias testiculares podem ser causadas por cirurgias (Hérnia inguinal, e outras), por torção do testículo, e por castração acidental.

O uso de algumas medicações, usadas em tratamentos para câncer, também podem levar a uma queda nos níveis de Testosterona.

A Andropausa se diferencia da crise da meia idade e do "Stress", por serem essas relacionadas a problemas profissionais, familiares ou sociais. Outros sintomas sugestivos da crise da meia idade e do "Stress" são a falha eréctil, diminuição na libido, no orgasmo, e na ejaculação.

De um modo geral, a Testosterona decresce com a idade, assim como toda a função testicular, e cerca de 50 % dos homens com idade superior a 55 anos apresentam queda nos níveis de Testosterona se comparados aos níveis encontrados nos jovens. Essa queda é progressiva a partir de 40 anos (1% ao ano) e na faixa de idade de 60 a 69 anos, 85% dos homens apresentam menos Testosterona se comparados aos parâmetros da juventude.

Durante o dia existe uma variação na concentração de Testosterona no sangue, com um pico maior no final da manhã, e outro no final do dia. O tratamento com reposição hormonal deve restaurar os níveis hormonais naturais e simular essas variações naturais que ocorrem durante o dia.

Fatores como a idade, obesidade e a presença de varizes escrotais (Varicocele) influenciam na diminuição da Testosterona.

A queda dos níveis de Testosterona também leva a uma diminuição na massa óssea e muscular, com aumento da obesidade, menor número de ereções noturnas e matinais, menor facilidade de obtenção da ereção e menor tumescência peniana (rigidez) máxima.

A manutenção da função sexual depende do nível de Testosterona, e mesmo jovens podem ter problemas de queda de Testosterona (por ex. Deficiência testicular) e apresentar diminuição na massa óssea.

O diagnóstico da Andropausa é feito pela história clínica (diminuição na vitalidade, tendência a depressão, mudança no humor e na disposição, distúrbios do sono, dificuldade para se concentrar, prostração e preguiça), pelo exame físico (rarefação dos pêlos pubianos, diminuição do volume e da consistência testicular, presença ou não de Varicocele e cicatrizes cirúrgicas), entretanto o diagnóstico final é feito pela dosagem da Testosterona total e livre.

Os tratamentos propostos incluem a estimulação da secreção hormonal pelo próprio corpo, e a reposição hormonal. Deve se tomar sempre cuidado pois o tratamento com reposição hormonal de Testosterona esta contra-indicado nos casos com presença de câncer ou aumento de Próstata, assim como nos casos de indivíduos normais que querem um aumento da performance.

No casos de estimulação da secreção endógena as drogas utilizadas são os chamados antiestrogênicos, porém se houver um dano específico do testículo, essa medicação não terá o efeito desejado.

Para a reposição hormonal podemos usar os derivados da Testosterona, na forma de comprimidos, adesivos, implantes, e injetáveis, entretanto nem todos os preparados tem a mesma ação e os mesmos resultados.

O excesso de Testosterona erroneamente administrado, é metabolizado no fígado e transformado em um hormônio chamado Dihidrotestosterona, o qual é o responsável pela ação prostática, causando o aumento da próstata e aumento em um tumor maligno prostático já instalado. Por isso a dose deve ser rigorosamente controlada como se fosse um ajuste de "sintonia fina".

Como efeitos do tratamento encontramos uma diminuição no colesterol principalmente nas frações LDL e HDL, diminuição na taxa de gordura corporal, aumento da musculatura, aumento do índice de massa óssea, e estuda-se a possibilidade de que esta terapia possa prevenir o câncer de próstata com diminuição dos níveis de PSA, e diminuição no volume prostático.

Além do mais, a administração de Testosterona , simulando a secreção hormonal normal pode vir a ser um método contraceptivo eficiente, de fácil uso, barato e reversível.

A resposta ao tratamento com regressão dos sintomas é progressiva e controlada pelo médico.

 

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