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39) A Mulher e a Menstruação

A Menstruação faz parte da vida da mulher, no seu período de vida fértil. Os ciclos menstruais tem início por volta dos 12 anos de idade e a primeira menstruação é chamada de Menarca.

 

A partir de então a mulher passa a ter menstruações em intervalos mais ou menos regulares constituindo o ciclo menstrual.

 

Na fase inicial do ciclo o revestimento interno do útero (Endométrio) cresce, sob influência do hormônio produzido pelos ovários (Estrógeno), se preparando para receber o embrião fecundado. Uma vez ocorrida a fecundação o ovário passa a produzir a Progesterona que vai dar o acabamento final no endométrio e manterá a gravidez em seu início.

 

Assim que o embrião se implanta no endométrio, começa a produzir um  hormônio chamado hCG que avisa ao ovário que a gravidez está instalada, mantendo a produção da progesterona.

 

A presença desse hormônio (hCG) no sangue, serve para detectar clinicamente a presença da gravidez, e sua dosagem é usada para testes laboratoriais de gravidez.

 

Quando a gravidez não ocorre, a produção de progesterona cai e ocorre a descamação do endométrio e consequentemente o sangramento.

 

A quantidade e o número de dias com sangramento depende de cada pessoa. São considerados anômalos tanto o excesso como a escassez da menstruação, assim como o aumento e a diminuição do intervalo entre as menstruações.

 

As cólicas durante o processo de expulsão do conteúdo uterino podem ocorrer por estreitamento do canal, por alteração metabólicas locais, por aderências uterinas e por presença de endometriose.

 

Como a menstruação é o reflexo final demonstrando que não houve a gravidez, já foi chamada de “Lágrimas do Útero” e mais recentemente de sangria inútil, em livro do Prof.Elsimar Coutinho da Bahia.

 

Sendo ou não um desperdício, a presença da menstruação serve para deixar o útero em condições de novamente crescer e receber uma futura gravidez.

 

Questiona-se até que ponto é válido uma mulher com vida fértil pela frente se submeter a um tratamento para evitar a menstruação, com medicações, simplesmente para evitar os desconfortos causados pela menstruação. Do mesmo modo questiona-se a recuperação das condições de fertilidade após um tratamento desse tipo.

 

Por outro lado a manipulação do ciclo menstrual pelos médicos não deixa de ser antinatural uma vez que se simula um “estado” discordante da função fisiológica normal.

 

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